MANIFESTO VeF!

Ei, você! Eis neste texto de alguns minutinhos de leitura, algumas palavras que direcionam meus pensamentos, conceitos para pensarmos e refletirmos juntos. Coisas sobre como levamos a nossa vida e principalmente por que vivemos como vivemos, muitas vezes sem que realmente fosse da maneira que gostaríamos.

 

A nossa libertação está na consciência

Quem nunca desejou ser livre e viver fazendo o que gosta? Acredito que o início da nossa libertação está na consciência. Estar consciente de nós e do mundo a nossa volta é o passo inicial para que possamos vencer o medo, que é natural, de ganhar o mundo, de ir em busca de nossos sonhos.

A intenção antecede a vontade, que antecede a ideia, que antecede a realização. Por isso nosso trabalho começa muito antes de ação, começa em intencionar pensamentos, plantar sementes, para que lá na frente a árvore, ou nossos objetivos, se concretizem e deem frutos. Claro, parte desse esquema é inconsciente, mas quanto mais acordados para isso estivermos, mais poderemos criar situações, perspectivas e modos de vida que propiciem a concretização de objetivos e uma vida feliz (entendendo a felicidade como um estado. Você não é feliz, você está feliz. E felicidade está atrelada mais a paz de espírito e conexão com a natureza – e você mesmo -, com o todo, do que com somente alegria). E uma vida equilibrada e de acordo com a sua essência fará com que você viva nesse estado de espírito, nesse estado alpha, naturalmente. Vibrando na sintonia do universo.

Geralmente vivemos uma vida conturbada e frenética, muitas vezes infeliz e cheia de coisas que não queremos fazer nem gostamos. Acabamos angustiados e ansiosos, e o reflexo desse estilo de vida surge em nosso corpo, com doenças e desequilíbrio.

Se antes a conexão com a natureza vinha de forma mais espontânea, hoje temos que criar meios (muitas vezes artificiais) para estabelecer esta conexão de volta para a raiz, para a mãe. Vemos crianças de dez anos que nunca viram uma galinha ou uma vaca. Existem pessoas que conhecem o mundo todo sem sair de seu quarto, da tela de seu computador. A tecnologia é sim um advento maravilhoso, e todos nós temos que utilizá-la, são instrumentos poderosíssimos de potencialização da capacidade humana, mas às vezes o melhor é termos nossas próprias experiências, conhecer o mundo por nós mesmos. Por que não unir o útil ao agradável? A diferença de tudo isso é como se faz… A culpa das deturpações que vemos por aí é somente nossa. Temos sim é que criar consciência para mudar a cultura, uma cultura mundial, e voltada para a natureza, para a relação humana e para o amor, palavra muito utilizada e muito pouco compreendida. Eu também não a compreendo. Estou na busca para compreendê-la.

Eu tomo coragem aqui, para me propor um desafio de buscar a minha essência, de escolher como viver, na medida do possível, e fazer as coisas que gosto de fazer. E quem sabe viver disso. Com isso, me desafio a continuar e espero que essa iniciativa pessoal de seguir O MEU caminho, e não o que me foi imposto, possa influenciar e inspirar mais pessoas a seguirem seus sonhos, realizarem seus objetivos e terem um pouco mais de conforto em seus corações. Que possam encontrar o seu lugar no mundo, assim como eu estou a procura do meu.

E nesse caminho, quem sabe possamos agregar, colaborar, fazer amigos e parcerias para criar uma rede de pessoas que se ajudam e convivem respeitando os limites, visão de mundo e a vida de cada um…

Como costumo dizer, e falo nas continuações dos textos deste manifesto, creio que o mais importante neste momento é refletir e ganhar consciência de você, da sua vida e do mundo a sua volta. E lembrar que o sistema existe, e que por mais que tentamos, não sairemos dele. Então o que interessa não é  tentar sair do sistema, mas escolher como viver nele.

 

A vida que eu tenho é o tempo que vivo

Em muitos momentos, me peguei em um certo ciclo vicioso onde vivia para trabalhar, e trabalhava para pagar contas e, ao fim do último sopro de vida, à noite, eu estava tão cansado, que abria mão de fazer minhas atividades para cair exausto na cama. E quando tentava fazer essas atividades, fazia com má vontade e com pressa, mal feito. No dia seguinte, lá vamos nós começar tudo de novo.

A vida é curta demais para deixar para depois o que podemos fazer hoje. O meu corpo já dava muitos sinais de esgotamento há algum tempo… Além do fato de que eu não quero olhar para trás e perceber que não fiz nada do que queria, que não lembro de nada especial porque era só mais um dia de trabalho, dia após dia.

Não posso deixar de pensar no tempo. O tempo é vida, ou seja, a vida que tenho é o tempo que vivo, que consumo. Então, é importante estar ciente que para tudo que nos dedicamos, que trabalhamos, as horas que passamos dentro de uma empresa ou exercendo qualquer atividade, estamos dando a nossa vida nisso. Estamos barganhando nossa vida em troca de dinheiro, muitas vezes sem perceber. E, geralmente, fazendo algo do qual não gostamos. 

De uma forma ou de outra, a intenção não é sair do sistema. Não temos como sair do sistema. Mas podemos escolher como viver nele. Essa liberdade de escolha nós temos (e suas consequências). Nossa luta verdadeira é pela consciência. Através dela conheceremos nossos limites, os limites do outro, o respeito, amor, compaixão, conheceremos a liberdade.

 

Monstro devorador de vidas!

Vivemos em um sistema que foi estruturado para te manter cativo. E pior ainda, sem você se dar conta disso. Vamos a um pequeno exemplo de como as coisas meio que funcionam em um sistema assim: você tem sua vida, sua casa, carro; vamos supor que você já está nesse nível de “privilégio”. Você ganha 10 moedas por mês e, se esforçando muito, contendo qualquer possível esbanjo, economizando bem, gasta 6 moedas nesse mês. Mas aí tem o carro que quebra, o gás que acaba, a calha que entope, o chuveiro que queima, a pintura descasca… Uma série de contas surpresas além dos seus gastos previstos (reze para não ser nada com saúde nem com sua família, pelo sofrimento e pelas contas). Essa rotina gera ansiedade e angústia que, para descontar a infelicidade acumulada e o vazio proveniente desse modo de vida, acabamos seduzidos por estímulos externos como o consumo material (ainda mais com a publicidade predatória), drogas, festas e qualquer coisa que faça sentir-nos momentaneamente melhores. Mas no fim nos sentimos vazios, ou no mínimo sentimos que falta algo.

Todas estas coisas extras, você paga, divide no cartão em duas ou mais vezes… às vezes entra no cheque especial e quando vê, gastou-se 12 moedas. No mês seguinte você ganha os mesmos 10, mas só pode contar com 8, pois 2 estão comprometidos do mês passado. E quando você vê, está em uma bola de neve; e luta para se manter vivo. E assim você segue nessa prisão disfarçada. Nesse programa do Matrix.

É claro que ainda tem o mundo a nossa volta nos estimulando a ficar no conforto e zumbizado, hipnotizados, tentando nos levar para o lado sombrio da força. Muitos sussurros, cores e pessoas bem pagas falando para você comprar isso, vestir aquilo ou ser aquilo outro. Quando vemos, estamos desejando um carro novo, por que o meu que nem completou um ano, já está ultrapassado; o meu celular? Comprei há 3 meses e já lançou uma versão mais recente: eu preciso do mais novo. Assim seguimos querendo uma casa, um drone, um carro, um cargo novo e dinheiro (que é sempre pouco pro padrão que temos, não importa qual padrão for). Você quer cada vez mais coisas, o mundo diz que você não tem o suficiente e que o que você tem é ruim, velho, ultrapassado. Quando percebe, está rancoroso, invejando o seu vizinho que tem o carro que você queria ter, e mais, querendo ter a vida dos outros e não a sua. E desejando coisas que são impostas a você e que na realidade nem há necessidade. Você vive para ter em vez de ser.

Todo esse querer material desenfreado, mesmo que vivamos com as contas equilibradas e convênio médico em dia, é tudo pura ilusão, uma grande farsa. Nada está certo nem definido, só a morte. O sistema se alimenta de você, do seu dinheiro, que é fruto do seu trabalho, que é fruto do seu tempo, que é a sua vida. Portanto, o sistema é um monstro gordo, seboso e fétido que se alimenta de nossas vidas. Para mim, é uma forma de escravidão voluntária inconsciente por dívida e estímulo do desejo material (ego). E como disse, geralmente você nem sabe da situação no qual se encontra. Outros até sabem, mas não ligam; estão confortáveis demais se alimentando, como parasitas, dos restos que corroem e correm dos orifícios do monstro devorador de vidas.

No fim, acabamos conformados em fazer as mesmas coisas todo dia, sem nenhum tipo de estímulo, com parcelas a perder de vista ao longo de muitos anos, que cheguem talvez até sua próxima geração, vivendo esperando a sexta feira para poder viver por alguns instantes, e sonhar. E se der sorte, viajar para algum lugar por alguns dias durante suas férias. Quando der.

E se… e se… (Isso se você não tem filhos, mãe doente, parente problema, etc..ou qualquer outra situação que seja mais complexo que este padrão de vida exemplificado)

Eu percebi tais situações observando principalmente pessoas que estão infelizes com suas vidas, e também com experiências próprias. Nem sempre esse meio descrito parece assim para quem se sente em seu habitat natural. Seja um guia de esportes radicais ou trabalhando em uma baia de escritório lotado de call center, sou a favor de se fazer o que gosta. E ser CONSCIENTE! Afinal, não vamos escapar das tristezas e sofrimentos, das coisas que não gostamos, mas é muito melhor viver a vida sabendo do que não gostamos e buscando fazer o que gostamos, do que simplesmente ficar sentado reclamando da vida, totalmente conformado com ela, e sendo um prato cheio e gorduroso para o monstro devorador de vidas.